Projetos em destaque

1958/1960: GINÁSIO DE ESPORTES DO CLUBE ATLÉTICO PAULISTANO (SÃO PAULO-SP)

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Fruto de um concurso público de arquitetura, o projeto foi realizado em parceria com o arquiteto e urbanista João de Gennaro e contou com cálculos estruturais do engenheiro Tulio Stucchi. O Paulistano foi uma oportunidade interessante, pois em concursos você se inscreve e tem a liberdade de fazer o que quiser. Lembro que não recorri a modelo nenhum, ao contrário. Essa é uma regra que eu uso, aliás, acabou sendo constante: antes de dizer o que quer fazer, você tem que saber muito bem o que não quer fazer”, contou Paulo Mendes da Rocha em entrevista à Fernando Serapião para a revista Projeto. Imaginei que as construções fechadas que se usam para os ginásios cobertos não cabiam ali. Tinha que ser algo festivo, que pudesse conviver com a alegria da rua Augusta. Isso é que induziu a procura por uma forma que tivesse um ar de varanda sobre uma plataforma, com uma solução necessariamente muito sutil por causa da escala. Daí o surgimento daquela frente inesperada, que parece um teatro, um espetáculo de certa grandiosidade, por exemplo, um desfile que não acaba nunca”. O projeto é todo articulado, pousa no chão em seis pilares e o que assegura a estabilidade é um grande anel de concreto e um anel de aço, de onde partem os cabos para sustentar a leve cobertura metálica que não se apóia na marquise. O ginásio recebeu o grande prêmio internacional de arquitetura na Bienal de São Paulo de 1961.

Saiba mais: 

Portal ArchDaily (2013): “Clássicos da Arquitetura: Ginásio do Clube Atlético Paulistano/Paulo Mendes da Rocha e João de Gennaro”  (por Igor Fracalossi)

1964: CASA DO ARQUITETO (SÃO PAULO-SP)

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Concluídas em 1966, as Casas Gêmeas, no bairro paulista do Butantã, foram feitas para o próprio arquiteto e a irmã. Concebido num momento em que a discussão sobre a pré-fabricação se ampliava no país, segundo Paulo Mendes da Rocha o projeto foi “um ensaio para peças pré-moldadas”, que possibilitam a repetição e a racionalização da construção. As casas têm estrutura modulada, detalhamento mínimo, sistema estrutural simples e rigoroso, com apenas quatro pilares, duas vigas mestras e lajes nervuradas. Os sistemas de instalações elétricas e hidráulicas são autônomos. Projeto em coautoria com João de Gennaro.

Saiba mais:

Habitar (vídeo): “O arquiteto Paulo Mendes da Rocha explica a concepção das casas”.

Portal ArchDaily (2014): “Clássicos da Arquitetura: Casa do Butantã/Paulo Mendes da Rocha e Joao de Gennaro”  (por Igor Fracalossi)

 

1969: PAVILHÃO DO BRASIL NA FEIRA INTERNACIONAL DE OSAKA (JAPÃO)

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No mesmo ano em que foi cassado pelo Ato Institucional nº 5, junto com Vilanova Artigas e outros professores, Paulo Mendes da Rocha venceu concurso nacional e realizou o projeto do Pavilhão do Brasil na Feira Internacional de Osaka, Japão (Expo’70). “O que aquele pavilhão queria exprimir, antes de mais nada, era a consciência da ocupação dos estados naturais da América com as construções. Então, simbolicamente, era um teto ideal, que teria um teto de cristal da nossa FAU, colocado sobre a própria paisagem, que seria a paisagem simulada naquelas colinas, com um número mínimo de pilares, ou seja, uma especialidade técnica de construção que pretendia revelar nítido conhecimento técnico para fazer o que quisesse. Portanto duas boas vigas para aquele vão e cada viga apoiada em dois pilares com a sucessão mais normal, mais tranqüila de esforços: balanço – vão central e balanço lateral, porém não em quatro vezes. Um dos apoios se transforma na cidade de modo simbólico. Aqueles dois arcos cruzados são a cidade. E chamamos “largo do café” para dizer uma cidade brasileira, do ponto de vista simbólico. Uma coisa mundana, gentil e um tanto divertida”, explicou Paulo Mendes da Rocha à Andrea Macadar do portal Vitruvius. Colaboraram Flávio Motta, Júlio Katinsky, Ruy Othake e Jorge Caron (arquitetos), Marcelo Nitsche e Carmela Gross (artistas).

Saiba mais:

Portal Vitruvius (2006):Entrevista Paulo Mendes da Rocha/Pavilhão de Osaka”  (por Andrea Macadar)

Portal ArchDaily (2014): Clássicos da Arquitetura: Pavilhão do Brasil em Osaka / Paulo Mendes da Rocha e equipe”  (por Igor Fracalossi)

 

1988: MUSEU BRASILEIRO DE ESCULTURA – MuBE (SÃO PAULO-SP)

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Fruto de um concurso público, cujo prazo limite para criação, finalização e apresentação era de 10 dias, o Museu Brasileiro da Escultura (MuBE), em São Paulo, foi inaugurado sete anos depois de projetado. Ocupando uma área de sete mil metros quadrados, o museu é marcado por uma esplanada externa, com jardins planejados pelo paisagista Roberto Burle Marx, um prédio coberto por uma grande viga protendida com vão livre de 60 metros apoiada em “pilares paredes” e dependências enterradas e semi-enterradas que dispensam sombra. “A ideia era uma pedra no céu”, conta o arquiteto, a propósito do prédio principal, em forma de um monólito de concreto aparente, que graças ao terreno acidentado fica praticamente fora do alcance da vista do público em três laterais. “O conjunto arquitetônico não compete, mas apoia, na sua simplicidade e serenidade, as outras manifestações de caráter formal do museu”.   Um “túnel” de concreto na entrada leva a uma pinacoteca “subterrânea”, um grande salão coberto para exposições de esculturas, um auditório-teatro e ao acesso ao “Jardim das Esculturas”, ao ar livre mas abaixo do nível da rua.

Saiba mais:

Intermeios FAU-USP (vídeo histórico): “O arquiteto Paulo Mendes da Rocha explica a concepção arquitetônica do MuBEE”

Portal ArchDaily (2015): Clássicos da Arquitetura: Museu Brasileiro da Escultura (MuBE)/Paulo Mendes da Rocha

 

1992: PÓRTICO DA PRAÇA DO PATRIARCA (SÃO PAULO-SP)

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No centro de uma das praças mais antigas de São Paulo – a do Patriarca, que começou a ser construída em 1912 e cujo nome homenageia José Bonifácio de Andrada e Silva – um pórtico desenhado pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha destaca-se por porte esbelto e monumental. A obra, inaugurada em 2002, surgiu de uma parceria entre a Associação Viva o Centro e a Prefeitura de São Paulo com o objetivo de revitalizar a região. A cobertura é um átrio metálico com 40 metros de vão, marcando os limites entre o centro velho e o novo, de dentro para fora da galeria Prestes Maia.O pórtico marcou a reurbanização da praça, que fora ocupada pelo trânsito e havia se transformado num terminal de ônibus. Um lugar onde as pessoas já não paravam mais e que ganhou novas funções, recuperando seu sentido na cidade.Colaboraram Eduardo Colonelli, Kátia Pestana, Giancarlo Latorraca e Marcelo Laurino.

Portal Vitruvius (2002):Nova cobertura da Praça Patriarca em São Paulo” (por Guilherme Wisnik)

 

1993/1998: REFORMA DA PINACOTECA DO ESTADO (SÃO PAULO-SP)

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Localizado na região da Luz, no centro de São Paulo, o edifício neoclássico projetado em 1895 pelo escritório Ramos de Azevedo, primeiro abrigou o Liceu de Artes e Ofícios e, a partir de 1901, passou a sediar a Pinacoteca do Estado, o mais antigo museu artístico da cidade. Inacabado, com alvenaria exposta nas fachadas e no interior, o prédio entrou em decadência junto com a região após o alargamento da avenida Tiradentes, para onde dava sua entrada, na década de 1970. Com a reforma, a entrada foi transferência para a lateral em frente à estação da Luz, antes uma varanda secundária, que passou a abrigar toda a área de acolhimento dos visitantes. “Foi como se virássemos o prédio, um passa-moleque”, diz o arquiteto. Os pátios internos e o octógono central, antes úmidos e sombrios, foram cobertos com clarabóias, o que possibilitou a triplicação dos espaços de exposições, valorizados com a passagem da luz natural. As esquadrias que vedavam os poços foram retiradas, permitindo um novo desfrute dos ambientes internos com seus tijolos a vista. Superando a verticalidade do pé direito de 22 metros, passarelas metálicas cruzam os pátios internos em dois níveis, o que cria uma nova fluidez e integração entre as salas. “Agora é possível visitar o prédio como só as andorinhas podiam fazer, não precisa mais ficar circundando os pátios como num convento”, afirmou Paulo Mendes da Rocha.Um auditório de 150 lugarese espaços para café/restaurante completam a intervenção, que contou com a participação dos arquitetos Eduardo Colonelli e Welliton Torres. O projeto ganhou, em 2000,o Prêmio Mies Van der Rohe de arquitetura latino-americana.

Saiba mais:

Portal ArchDaily (2014) “Escola da Cidade – Curso Livre Arquitetura Paulistana: Aula com Paulo Mendes da Rocha e Eduardo Colonelli na Pinacoteca de São Paulo”

Portal Vitruvius (2000): Velha-nova Pinacoteca: de espaço a lugar” (por Fábio Muller)

 

2008/2015:MUSEU NACIONAL DOS COCHES (LISBOA, PORTUGAL)

Acesse memorial descritivo escrito por Paulo Mendes da Rocha e fotos em:

Portal ArchDaily (2015): Museu dos Coches / Paulo Mendes da Rocha + MMBB Arqutietos + Bak Gordon Arquitectos

 

2009:CAIS DAS ARTES (VITÓRIA-ES)

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Principal obra de Paulo Mendes da Rocha em construção no pais, o Cais das Artes é um trabalho conjunto com o escritório Metro Arquitetos. Está localizado na enseada do Suá, junto à extremidade atlântica da bacia de Vitória (que separa a cidade de Vila Velha). Uma edificação expositiva, construção com área de projeção de cerca de 150 metros de comprimento por 25 metros de largura, junto à frente d´agua, domina o conjunto. Outro edifício é umanexo do primeiro, a ele conectado, com planta quadrada (23 metros de lado). Na extremidade oposta ao anexo fica o teatro, um bloco com projeção de 69 metros por 69 metros cujo passeio térreo invade o mar. O museu é uma construção elevada do solo: cerca de três metros nas extremidades longitudinais e até 11,50 metros sob o vidro de maior intensão, que fornece luz indireta para as salas expositivas. O térreo,livre, é uma grande praça pública aberta para o mar.

Saiba Mais:

Portal ArchDaily (2011): Cais das Artes / Paulo Mendes da Rocha + METRO” (por Gica Fernandes)

METROProjeto Cais das Artes

2017: SESC 24 de Maio (São Paulo – SP)

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Milhões de pessoas passam diariamente pelo Centro de São Paulo, que têm peculiaridades de horários fora do trabalho, noite e fim de semana. Foi pensando nelas que o SESC criou a unidade 24 de Maio, projeto de Paulo Mendes da Rocha em parceria com o escritório MMBB Arquitetos. “Temos a intenção de manter atividades típicas para esses horários, revitalizando a região, que tem uma das maiores concentrações de trabalhadores do comércio no mundo”, afirma Danilo dos Santos Miranda, diretor regional do SESC. Construída aproveitando a estrutura do antigo prédio da Mesbla, a nova unidade tem 13 andares, dois subsolos, térreo com área de circulação e, na cobertura, uma piscina de 625 m². Para Paulo Mendes da Rocha, o prédio “tem uma virtude fundamental, além de estar em um endereço no coração de São Paulo, que é um vazio central de 14 metros por 14 metros. Isso permitiu que, em cada canto, a gente colocasse uma coluna. Estas quatro colunas, a partir do chão para baixo, possibilitou que fizéssemos um teatro no subsolo. Prolongando essas colunas para cima pudemos sustentar uma piscina de 25 metros por 25 metros no terraço”. Entre outros atrativos, a unidade conta ainda com biblioteca, um espaço para brincadeiras infantis, “fitness”, parede de escalada, salas de oficinas e “comedoria” (restaurante). Completa a obra um outro prédio menor, que abriga os serviços e equipamentos usados para fazer funcionar o novo SESC.

Saiba mais:

TV Folha: Um novo centro cultural em São Paulo (entrevista com o Paulo Mendes da Rocha e Marta Moreira, arquiteta colaboradora)
Link:https://www.youtube.com/watch?v=WMrN7BcidtU

Casa Vogue: Sesc 24 de Maio surpreende ao abraçar o centro de São Paulo
Link:http://casavogue.globo.com/Arquitetura/noticia/2017/07/sesc-24-de-maio-surpreende-ao-abracar-o-centro-de-sao-paulo.html

Archdaily: Sesc 24 de Maio de Paulo Mendes da Rocha e MMBB é inaugurado em São Paulo
Link:http://www.archdaily.com.br/br/878078/sesc-24-de-maio-de-paulo-mendes-da-rocha-e-mmbb-e-inaugurado-em-sao-paulo

Casa & Jardim: Foi muito divertido, afirma Paulo Mendes da Rocha sobre o projeto do novo SESC de São Paulo
http://revistacasaejardim.globo.com/Casa-e-Jardim/Arquitetura/noticia/2017/08/foi-muito-divertido-afirma-paulo-mendes-da-rocha-sobre-o-projeto-do-novo-sesc-de-sao-paulo.html

SP 24 Horas: Por dentro do SESC 24 de Maio
Link:https://sp24hrs.com.br/2017/08/25/sesc-24-de-maio/

Casa Vogue: Paulo Mendes da Rocha assina móveis para o Sesc 24 de Maio
Link: http://casavogue.globo.com/Design/Moveis/noticia/2017/04/paulo-mendes-da-rocha-assina-moveis-para-o-sesc-24-de-maio.html